Mais de dois milhões de pessoas visitam os Parques Estaduais e demais Unidades de Conservação (UC) de São Paulo a cada ano. Este volume de visitação não é tão significativo se pensarmos que é distribuído pelo número de UC abertas à visitação e se o compararmos ao potencial de visitação. Contudo pode ter impactos importantes na preservação das UC dadas a falta de uma política pública efetiva de gestão, a distribuição ineficiente dos recursos disponíveis e a falta de programas de monitoramento dos impactos da visitação.

A visitação pública de áreas naturais protegidas pode ter impactos negativos sobre os recursos naturais, que podem ser agravados em áreas sem planejamento e estrutura mínima para comportar o uso pelos visitantes. A crescente demanda por visitação de áreas naturais nas UC e a pressão sobre o ambiente natural gerou a necessidade da criação de um programa padronizado, integrado e efetivo de monitoramento dos impactos da visitação nas trilhas e atrativos destas Unidades, bem como a necessidade de elaborar uma política pública para o tema.

O Ekos Brasil está avaliando os instrumentos e métodos já existentes, julgando sua adequação às realidade das UC e aproveitando o que de melhor cada instrumento oferece – adaptando-o quando necessário – na construção de um programa de avaliação e gestão dos impactos socioambientais da visitação pública nas UC do Estado de São Paulo.