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Brasil promove mercado fotovoltaico com novas políticas

19 de abril de 2012 - Bloomberg
Stephan Nielsen 

O Brasil, onde as instalações solares no ano passado somaram menos de 1% do mercado líder alemão, está desenvolvendo políticas que podem impulsionar as vendas de painéis solares nos seus telhados para US$ 3 bilhões em 20 anos.

Proprietários de imóveis e empresas no Brasil podem agora negociar a energia elétrica gerada durante o dia em seus sistemas solares para as distribuidoras em troca da energia que consomem à noite, sob as regras anunciadas no dia 17 de abril passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

A prática, conhecida como net meetering, é amplamente utilizada em outros países e torna a energia solar mais prática para os consumidores, elevando a demanda, disse Luis Otavio Colaferro, sócio-gerente da Ribeirão Preto, da distribuidora de equipamentos BlueSol Ltda.

"Esse mercado vai se expandir", disse ele em entrevista ontem. "Antes as casas podiam instalar painéis, mas só consomir energia no momento da geração."

A BlueSol espera que as vendas de painéis aumentem em 50 por cento anualmente enquanto os proprietários procuram reduzir suas contas de energia. Os preços da eletricidade no Brasil são o dobro das taxas praticadas em alguns mercados dos EUA e aumentam em cerca de 10 por cento ao ano, disse Colaferro.

US$ 3 bilhões no mercado

O Brasil poderá instalar até 300.000 telhados fotovoltaicos no valor de US $ 3 bilhões em 2030, segundo disse em uma entrevista Nelson Fonseca Leite, presidente Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica.

De acordo com as regras de net meetering, a energia gerada por fontes renováveis ​​- sistemas de energia solar, eólica, biomassa e hidrelétrica - ganhará créditos que as concessionárias são obrigadas a aceitar em troca de eletricidade consumida da rede.

O país instalou painéis somando 4 megawatts de capacidade no ano passado, principalmente em áreas rurais, em comparação com cerca de 7.500 megawatts instalados na Alemanha, maior mercado solar do mundo. Guilherme Araujo, diretor executivo da Empresa Brasileira de Energia Solar, disse em uma entrevista por telefone.

“Temos grandes expectativas para o curto prazo", disse ele. "o net meetering é um excelente incentivo”.

O Sol na Alemanha pode gerar 1.050 kilowatt-hora de eletricidade anualmente para cada quilowatt de potência instalada, disse em e-mail Jenny Chase, uma analista da Bloomberg New Energy Finance, em Zurique. A luz solar que incide em algumas partes do Brasil pode gerar mais de 1.400 quilowatts-hora anualmente para cada quilowatt de capacidade instalada, disse ela.

Novos Projetos

As novas regras publicadas pela ANEEL também oferecem incentivos para usinas solares de maior capacidade. Projetos com até 30 megawatts se beneficiarão de um desconto de 80% sobre as taxas de utilização de sistemas de distribuição e transmissão de energia.

Empresas como a estatal Eletrosul Centrais Elétricas SA e a Tractebel Energia SA propuseram no ano passado 18 projetos fotovoltaicos, com capacidade total de 24,6 megawatts, de acordo com a ANEEL.

A maioria dos agentes vai iniciar a construção até o final de 2013, disse ao telefone Leônidas Andrade, diretor Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

"Este ano será um momento histórico para a energia solar", disse Andrade.

O Brasil tem um projeto fotovoltaico de larga escala em operação, uma planta de 1 megawatt em Tauá de propriedade da MPX Energia SA.

Novas fábricas

Empresas de energia solar estão planejando começar suas operações ou expandir a produção no Brasil.

A Braxenergy Desenvolvimento de Projetos de Energia Ltda., um desenvolvedor de energia renovável brasileiro, tem planos para construir uma fábrica de US $ 50 milhões para produzir células solares, segundo seu CEO Hélcio Camarinha disse em 3 de abril passado em uma entrevista por telefone.

A Tecnometal Equipamentos Ltda., único fabricante brasileiro de paineis fotovoltaicos, planeja investir mais de US$ 127 milhões para construir uma fábrica de purificação de silício e outra unidade para processar o material em células solares, segundo disse em uma conferência de energia solar em Campinas no mês passado seu gerente de negócios Carlos Evangelista.

Um imposto de 12% sobre painéis importados somado a impostos domésticos leva o preço dos painéis solares no Brasil para cerca de R$ 10 por watt de capacidade, cerca do dobro do preço na Europa, disse Colaferro da BlueSol, que compra todos os seus equipamentos no exterior.

Os custos de instalação de painéis solares na Alemanha caíram 23% para 1,97 euros  por watt no primeiro trimestre de 2012 ante o ano anterior, de acordo com o grupo alemão Bundesverband Solarwirtschaft.

http://www.bloomberg.com/news/2012-04-18/brazil-rules-let-consumers-trade-renewable-power-to-utilities.html


04/2012

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