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Descoberta em Itu uma das maiores cavernas de granito do mundo

Pesquisando uma pequena gruta existente no camping Casarão, em Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, espeleólogos descobriram tratar-se de uma imensa caverna. A área pesquisada e medida até agora, com 1.249 metros lineares, já a torna a maior caverna de granito do Brasil e do hemisfério sul e uma das seis maiores do mundo.

A formação foi inscrita no Cadastro de Cavernas da Sociedade Brasileira de Espeleologia, mas as pesquisas continuam. De acordo com o espeleólogo Ericson Cernawsky Igual, há ainda uma área grande a ser mapeada. “A extensão final pode chegar a 2 mil metros, o que a colocaria em terceiro lugar no ranking mundial das cavernas graníticas”, disse.

Cernawsky integra o Grupo Pierre Martin de Espeleologia, um dos mais atuantes de São Paulo, e tomou conhecimento da gruta de Itu porque um amigo mostrou uma foto, no final de 2009. “Pensamos que era uma gruta de uns 20 metros, mas fomos dar uma olhada.

Assim que entramos, vimos que estávamos diante de algo muito singular”, relata. Eles chegaram a brincar com o fato de o achado ter ocorrido em Itu, que ficou conhecida como a cidade dos exageros.

As cavernas de granito diferem das cavidades calcárias, mais comuns, tanto pelos chamados espeleotemas – formações que ornamentam as paredes internas -, como pela estrutura. “As grutas graníticas têm passagens estreitas e são de acessibilidade difícil.”

Os pesquisadores do grupo fizeram nove incursões para mapear a cavidade. Eles encontraram um pequeno rio no interior, por isso a batizaram de Gruta do Riacho Subterrâneo. Nas visitas, fizeram descobertas interessantes, como formações de cristais e até um artefato de cerâmica possivelmente pré-histórica que será submetido à datação.

Para o geógrafo Carlos Eduardo Martins, presidente do grupo espeleológico, o estudo da caverna ajudará a entender a formação geológica da região. “O granito apresenta sinais de erosão pela água, responsável pela formação dos blocos arredondados presentes na gruta.”

Os biólogos subterrâneos Sandro Secutti e Maria Elina Bichuette já catalogaram 98 espécies de invertebrados terrestres e aquáticos no local, entre eles besouros e aranhas. Vertebrados como os morcegos ainda serão pesquisados.

O trabalho é voluntário. Os pesquisadores recebem alojamento e alimentação dos donos do camping, Marcus e Thais Lerner. Os demais custos são rateados entre eles. O acesso à caverna ainda é restrito aos pesquisadores, mas existe a possibilidade de abertura à visita controlada.

Com a confirmação da extensão já apurada, a caverna de Itu pode superar a Bat Cave, de Carolina do Norte (EUA), com 1 693 metros, assumindo a terceira posição no ranking mundial de cavernas graníticas, ficando atrás apenas da Brodagrottorna, de Iggesund, Suécia, com 2.610 metros, e da maior de todas, a T.S.D O. Cave System, de New York , que tem 3.950 metros.


05/2011

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