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Emissões de gases de efeito estufa aumentam 7,8% no Brasil

As emissões de gases de efeito estufa cresceram em todos os setores no Brasil, atingindo 1,57 bilhão de toneladas de CO2 equivalente em 2013 - um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior. Essas são as conclusões da edição 2014 do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima.

De acordo com Carlos Rittl, secretário geral do Observatório do Clima - uma rede que reúne 35 organizações não-governamentais - os dados mostram que houve uma reversão da tendência, que era de queda desde 2005. Houve aumento das emissões nos cinco setores estudados: mudança de uso da terra - ligado à devastação de florestas -, energia, agropecuária, indústria e resíduos.

Desmatamento da Amazônia e do Cerrado contribuíram para aumento das emissões

 

"O setor que mais contribuiu para esse quadro, com um aumento de 16,4% das emissões, foi o de mudanças do uso da terra, sob o impacto do aumento do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Em segundo lugar, vem o setor de energia, que teve aumento de 7,8%, influenciado pelo aumento do uso de energia termelétrica, o aumento dos investimentos em fontes fósseis e o consumo de gasolina e diesel para transporte", disse Rittl.

Em 2013, o setor de mudança de uso da terra foi também responsável por mais de um terço das emissões, 35%. O setor de energia aumentou sua participação para 30% das emissões, seguido pelos setores de agropecuária (27%), processos industriais (6%) e resíduos (3%). A edição 2014 do SEEG também fez estimativas de emissões por Estado. Os maiores emissores foram o Pará (11,2%), Mato Grosso (9,4%), São Paulo (8,5%) e Minas Gerais (7,5%). Especificamente no setor de mudanças do uso do solo, São Paulo lidera as emissões, com 12,9%, seguido por Minas Gerais (9,8%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

Para Rittl, o aumento das emissões já era esperado. "No ano passado tivemos um aumento de 29% do desmatamento na Amazônia, o que não é nada desprezível. Ao mesmo tempo, registramos um aumento no uso de energia de fontes fósseis. Infelizmente, nossa expectativa se concretizou", disse. Segundo ele, é provável que a reversão na tendência de queda das emissões tenha vindo para ficar. 


11/2014

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