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IPAM E COICA FAZEM CONVÊNIO PARA CAPACITAÇÃO EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS

http://www.climaedesmatamento.org.br/blog/categoria/5 

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) firmaram um convênio de cooperação através do qual o IPAM deverá apoiar a capacitação de uma equipe técnica de dirigentes e técnicos da Coica em mudanças climáticas e em negociações na Convenção Clima.
 
Além disso, deverá colaborar no mapeamento e quantificação do carbono em territórios indígenas na Bacia Amazônica e trabalhar conjuntamente em uma análise geral sobre os impactos das mudanças climáticas sobre os territórios indígenas.
 
O IPAM deverá dar apoio técnico também para a participação da Coica em reuniões e fóruns internacionais, como as reuniões da Convenção do Clima, e compartilhar informações e trabalhar conjuntamente em relação a projetos de infraestrutura que estão em territórios indígenas.
 
O acordo foi realizado durante o Encontro Internacional sobre Mudanças Climáticas e REDD na Bacia Amazônica, organizado pela Coica, que reuniu representantes de suas organizações membros entre os dias 9 e 13 de março, em Quito, no Equador.
 
O evento contou também com a participação de membros de ONGs e instituições de cooperação internacional como TNC, Aliança Amazônica, Carbono & Bosque, WWF, The Katoomba Group e a Coordenação Regional Proindígena/GTZ, que apoiou o evento.
 
O objetivo da reunião, conforme os dirigentes da Coica, foi “construir um espaço de discussão, de diálogo, análise, construção de propostas e determinação de estratégias entre os povos indígenas, frente aos desafios que representam os estados nacionais, ONGs, organismos internacionais, no que se refere às mudanças Climáticas e REDD, criando condições políticas, técnicas e econômicas para a participação indígena nos eventos internacionais”.
 
Terras Indígenas
 
Durante o evento, Paulo Moutinho, coordenador de Pesquisas do Programa de Mudanças Climáticas do IPAM, falou sobre efeito estufa, a importância da redução do desmatamento, importância da Amazônia nas mudanças climáticas e os esforços de conservação da floresta que vem sendo realizado pelos povos da floresta. Também abordou a situação dos estoques de carbono em territórios indígenas e entregou à Coica mapas preliminares dos depósitos de carbono em terras indígenas (TIs) na Amazônia brasileira e do potencial de redução de emissões nas TIs.
 
Com esse material pode-se demonstrar de uma maneira mais efetiva o papel das terras indígenas no controle do desmatamento e que existe um potencial de redução de emissões significante em territórios habitados por povos indígenas, os quais apesar da proteção e conservação que fazem as florestas e estoques de carbono não têm sido compensados e tão pouco reconhecidos por esse papel.
 
Durante o evento, alguns exemplos de projetos de REDD foram apresentados: um exemplo de uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente do Equador é o Socio Bosque, uma implantação de políticas e incentivos econômicos orientados a conservação das florestas. Os princípios que tinham sido formulados durante o evento de Cartagena (Colômbia, em fevereiro de 2009) foram rediscutidos dentro do grupo de participantes uma nova versão resultando destas discussões foi elaborada.
 
Este evento foi seguido do Primeiro Encontro Continental entre a Coica e outras organizações indígenas latinoamericanas no quadro da Comemoração dos 25 anos da Coica. Representantes de organizações indígenas do Cone Sul (Cono Sul), América Central (Cica) e Andina (Caoi) participaram para definir junto com a Coica grandes temas de interesses comuns com o objetivo de definir uma agenda comum e construir uma posição política unida nas negociações internacionais. Foram discutidos: direitos dos povos indígenas, Convenção sobre a Diversidade Biológica, mudanças climáticas, Megaprojetos (IIRSA, PAC e outros), áreas protegidas, água. As organizações presentes dividiram a responsabilidade do acompanhamento dos temas.
 
 
Cerca de 60 índios, de 11 etnias, discutiram mudanças climáticas, mecanismos de REDD (redução de emissões do desmatamento e degradação florestal) e planejamento regional na floresta, durante a Oficina Mudanças Climáticas e Povos Indígenas, realizada entre os dias 20 e 21 de março, na aldeia Morada Nova, no município de Feijó, Acre. O evento foi uma iniciativa conjunta da Federação Povo Huni Kui (Federação do povo Kaxinawá), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

O objetivo da oficina, uma iniciativa conjunta da Federação Povo Runi Kui (Federação do povo Kaxinawá), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), foi fomentar maior difusão de informações sobre os processos de compensação por serviços ambientais para as populações tradicionais da Amazônia. Várias aldeias, comunidades e associações de povos das florestas já estão sendo abordadas para fazerem projetos de carbono florestal e precisam saber avaliar os benefícios, riscos e analisar o custo/benefício de tais iniciativas.

A oficina contou, ainda, com a participação de representantes da Funai, da prefeitura e acadêmicos indígenas. Entre as etnias presentes estavam: Kaxinawá, Yawanawá, Shanenawá, Apunirã, Manchineri, Kuntanawa, Kaxanari, Ashaninka, Jaminawá, Katuquina e Nuquini, dos estados do Acre, Rondônia e Amazonas.
 
 
 

04/2009

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