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País-ilha ameaçado de desaparecer faz apelo pelo fim da exploração do carvão

 O presidente da República do Kirabati, Anote Tonge, lançou hoje um apelo aos líderes globais por uma moratória imediata na abertura e expansão de novas minas de carvão. O país é composto por um arquipélago localizado na região da Polinésia, no Oceano Pacífico, que está ameaçado de desaparecer pela elevação do nível dos oceanos devido às mudanças climáticas.

Em sua carta aos líderes globais o presidente Tonge lembra que o destino do Kiribati e de outros países em situação semelhante é incerto. Ele destaca que uma decisão global de impedir novas explorações de carvão pode se converter em um forte sinal positivo para os países que vão se reunir em Paris, no fim do ano, para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.

A mais recente avaliação do Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU indica que o aumento do nível do mar projetado para este século vai afetar especialmente as ilhas e zonas coasteiras localizadas em baixas altitudes, trazendo riscos frequentes de inundações, erosão e degradaçao das fontes de água fresca.

Para as ilhas, como em Kiribati, cada maré alta chega com um potencial para destruição e alagamento. Em alguns lugares, o nível do mar está subindo 1,2 centímetro por ano, quatro vezes mais rápido do que a média global (1). Um estudo publicado na revista científica Nature defende que 80% das reservas de carvão devem permanecer inexploradas para se conseguir manter a meta de manter aumento de temperatura dentro de 2O C e, com isso, proteger nações como o Kiribati, Ilhas Marshall e Filipinas (2).

No Brasil, o carvão é responsável por 3,2% da matriz energética, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2015 (3). Devido à crise hídrica, que está afetando a oferta de energia no país, existe uma pressão crescente, especialmente dos produtores de carvão concentrados no Sul do país, para que aumente a exploração deste mineral como fonte energética nos próximos anos. Em 2014, o uso do carvão vapor para geração de energia elétrica aumentou em 9,4% com relação ao ano anterior.

O Secretário Executivo do Observatório do Clima Carlos Rittl acredita que a opção de aumentar a presença do carvão na matriz de energia brasileira seria um erro histórico, que fica ainda mais evidente com o apelo lançado pelo presidente do Kiribati.

“O Brasil precisa consolidar sua liderança no investimento em energias renováveis, em vez de investir em uma fonte questionada como o carvão, sujando ainda mais nossa matriz energética e, ainda por cima, contribuindo para aumentar os riscos para as nações-ilhas, como Kiribati, e para o próprio Brasil, que também é altamente vulnerável às mudanças do clima, em especial nas suas regiões mais pobres.”

Organizações internacionais, como o Greenpeace, estão ajudando o governo do Kiribati a expandir seu apelo globalmente. “As evidências científicas e a experiência prática mostram que a era do carvão chegou ao fim”, diz Kumi Naidoo, presidente da organização ambientalista. “Insistir em explorar carvão como fonte de energia suja é fruto da ignorância ou desrespeito pela vida de milhões de pessoas, que pode ser afetada por este tipo de fonte energética”. Ele reconhece que é preciso uma liderança global comprometida e um planejamento imediato que contemple uma transição justa para os trabalhadores da indústria do carvão e as comunidades afetadas.

Mais informação:
Para falar com o Observatório do Clima: Claudio Angelo, tel: (61) 9825-4783 e mail: 
claudioang@gmail.com.

http://www.mundosustentavel.com.br/2015/08/pais-ilha-ameacado-de-desaparecer-faz-apelo-pelo-fim-da-exploracao-do-carvao/


08/2015

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