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Recuo do gelo no Ártico libera quantidades gigantescas de gases do efeito estufa

Steve Connor
13 de dezembro de 2011.
The Independent 


Volumes dramáticos e sem precedentes de metano - um gás de efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono - têm sido observados borbulhando em uma extensa região do Oceano Ártico por cientistas de uma empresa de pesquisa.

A escala e o volume da liberação de metano surpreendeu o chefe da equipe de investigação russa, que faz levantamento do fundo do mar da Sibéria Oriental no norte da Rússia já por quase 20 anos.

Em uma entrevista exclusiva ao The Independent o Dr. Igor Semiletov, da sucursal do Extremo Oriente da Academia Russa de Ciências, disse que nunca testemunhou antes a escala e a força com que o metano está sendo liberado do leito do mar Ártico.

"No início encontramos algumas estruturas semelhantes a estas plumas, mas com apenas dezenas de metros de diâmetro. Esta é a primeira vez que nós encontramos contínuas, poderosas e imponentes estruturas de escoamento de gases, com mais de 1.000 metros de diâmetro. É incrível", disse o Dr. Semiletov. "Fiquei muito impressionado com a escala e a densidade do borbulhamento. Em uma área relativamente pequena encontramos mais de 100 destas plumas, em uma área maior deve haver milhares delas."

Os cientistas estimam que há centenas de milhões de toneladas de metano bloqueadas sob o permafrost ártico, que se estende a partir do continente até o fundo do mar relativamente raso da Plataforma Oriental da Sibéria ártica. Um dos maiores temores é de que com o desaparecimento do gelo do mar Ártico no verão, e com a elevação rápida das temperaturas de toda a região que já estão derretendo o permafrost da Sibéria, o metano aprisionado possa ser subitamente ser liberado para a atmosfera levando a mudanças climáticas rápidas e severas.

A equipe do Dr. Semiletov publicou um estudo em 2010 estimando em oito milhões de toneladas a quantidade de metano que é emitida por ano a partir desta região, mas observações feitas na última expedição sugerem que este valor é subestimado. No final do verão, o navio russo Lavrentiev de investigação acadêmica realizou um levantamento numa área de 10.000 quilômetros quadrados no mar ao largo da costa da Sibéria Oriental. Cientistas implantaram quatro instrumentos extremamente sensíveis sísmicos e acústicos para monitorar as fontes ou plumas de bolhas de metano subindo para a superfície do mar desde o subsolo do leito marinho.

"Em uma área muito pequena, menor do que 10.000 quilômetros quadrados, contamos mais de 100 fontes, estruturas semelhantes a tochas, borbulhando através da coluna de água e injetando diretamente o gás na atmosfera a partir do fundo do mar", disse Dr Semiletov. "Nós realizamos controles em 115 pontos fixos e descobrimos campos de metano em uma escala fantástica - eu acho que em uma escala nunca vista antes. Algumas destas estruturas têm um quilômetro ou mais de largura e as emissões vão diretamente para a atmosfera  causando concentrações mais de uma centena de vezes superior ao normal."

O Dr. Semiletov apresentou seus resultados pela primeira vez na semana passada em reunião da União Geofísica Americana em São Francisco.


12/2011

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