Criado em setembro de 1982, o Parque Estadual Carlos Botelho é uma das 26 unidades de proteção integral administradas pelo Governo do Estado de São Paulo (Fundação Florestal/Instituto Florestal). A região abriga importantes nascentes do rio Ribeira do Iguape. Diversos rios são drenados para o rio Juquiá, importante tributário do rio Ribeira do Iguape. Foram identificadas  no parque:

  • 110 espécies de plantas vasculares, 39 espécies arbóreas ameaçadas de extinção e
  • 70 espécies de anfíbios, 4 ameaçadas de extinção.
  • 111 espécies de mamíferos, 20 deles ameaçadas de extinção, como o muriqui ou mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides
  • 342 espécies de aves, 29 ameaçadas de extinção, incluindo a Jacutinga (Aburria jacutinga)
  • 31 espécies de répteis, 5 ameaçadas de extinção.

O Plano de Manejo, coordenado pelo Ekos Brasil, foi elaborado em módulos temáticos, partindo sempre de diagnósticos que potencializaram o conhecimento gerado anteriormente; a partir das análises dos diagnósticos, os levantamentos primários foram realizados e consolidaram a caracterização do Parque como um todo.

O resultado revelou novidades e acentuou questões já bem conhecidas: a caracterização do ambiente físico indicou que o Parque é um verdadeiro doador de água e, com exceção de um pequeno riacho, não recebe contribuições de drenagens de fora, ou seja, o Parque está protegido de potenciais contaminações advindas de rios externos; a caracterização da biodiversidade indicou que há grande diversidade de fisionomias vegetais, algumas bastante raras para o bioma Mata Atlântica, mas revelou também uma nova preocupação relacionada às grande áreas ocupadas por bambu, tanto no PECB, como nos parques vizinhos; a caracterização do meio antrópico, entre outros pontos, indica a irrefutável urgência em se apontar soluções conjuntas para a questão do palmito juçara, tanto pelo que representa sua supressão para a fauna e o equilíbrio da floresta, quanto pelo conflito socioambiental estabelecido, principalmente no Vale do Ribeira.

Muitos outros temas foram destaques no Plano de Manejo: a riqueza da fauna, em todos os grupos estudados, a gestão eficiente da visitação pública, o estabelecimento de formas de relacionamento com parceiros locais e regionais a partir das recomendações estabelecidas para a Zona de Amortecimento, e muitos outros.