Compromisso com o Clima é destaque na Conferência Brasileira de Mudança do Clima

Entre os dias 6 e 8 de novembro, Recife foi sede da Conferência Brasileira de Mudança do Clima e o Instituto Ekos Brasil esteve presente para compartilhar em um painel a experiência e os resultados do Programa Compromisso com o Clima.

Com o título “Compromisso com o Clima: atração e engajamento do setor privado para o financiamento de baixo carbono”, a discussão contou com a participação de Délcio Rodrigues, diretor executivo do ClimaInfo, Alexandre Prado, diretor da Economia Verde do WWF-Brasil, João Teixeira, coordenador de sustentabilidade do grupo Natura Cosméticos, Guilherme Prado, analista técnico da empresa Sustainable Carbon, Stephenson Ramalho, engenheiro florestal da empresa Cerâmica Gomes de Mattos, e Thiago Othero, consultor técnico e representante do Instituto Ekos Brasil.

Na ocasião, refletiram sobre o mercado de carbono no mundo e no Brasil, dentro do contexto do Acordo de Paris e também da próxima COP, a ser realizada em dezembro, em Madrid. Como sexto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, o Brasil tem uma ampla responsabilidade em desenvolver projetos de redução e mitigação, especialmente a partir do seu potencial para as energias renováveis.

Othero explicou brevemente aos presentes sobre o Programa Compromisso com o Clima, que tem como apoiadores institucionais B3, Itaú, Natura e Lojas Renner e conta com a participação de outras empresas interessadas em compensar suas emissões de forma conjunta, escalando o impacto social e ambiental de suas ações. Um dos projetos contemplados pelo Compromisso com o Clima é o da Cerâmica Gomes de Mattos, no município do Crato, no Ceará, que reduziu cerca de 550 mil tCO2 nas suas emissões, entre 2006 e 2016, por meio da mudança da matriz energética da empresa.

O case foi apresentado no painel e demonstrou como o recurso da compensação de emissões pode ajudar pequenas empresas a adotarem práticas sustentáveis de produção e gerar benefícios socioambientais locais. Nesse caso, a cerâmica substituiu combustível proveniente da lenha nativa da Caatinga por biomassa renovável, como a poda do cajueiro e o coco de babaçu. Com essa troca, a cerâmica entrou para o mercado de carbono e ainda promoveu o desenvolvimento da comunidade ao entorno e a modernização da fábrica com a receita dos créditos.