OMS entrevista 101 países e divulga conclusões sobre planejamentos públicos de Saúde e Mudanças Climáticas

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de divulgar o segundo relatório sobre Saúde e Mudanças Climáticas, elaborado a partir de uma pesquisa feita com 101 países.

O objetivo do relatório é fornecer indicadores para que os tomadores de decisão em políticas públicas possam considerar os dados para proteger suas populações dos mais devastadores impactos das mudanças climáticas na saúde.

O relatório destaca as seguintes conclusões:

1.Os planejamentos nacionais de Saúde e Mudanças Climáticas estão avançando, mas é necessário fortalecer a abrangência de estratégias e planos.

Cerca de 50% dos países pesquisados ​​(51 em 101) relataram ter uma estratégia ou Plano Nacional de Saúde e Mudanças Climáticas, mas uma análise qualitativa dos planos indicou que o conteúdo e o escopo dessas estratégias e planos variavam bastante.

A maioria dos planos (25 em 36) foi aprovada ou atualizada nos últimos cinco anos, indicando o reconhecimento da urgência em proteger a saúde da população da variabilidade climática e das mudanças climáticas, além da necessidade de construir sistemas de saúde resilientes ao clima.

 

2. A implementação de ações prioritárias em Saúde e Mudanças climáticas continua sendo um desafio para os países.

A maioria dos países relatou apenas níveis moderados ou baixos de implementação de suas estratégias ou Planos Nacionais de Saúde e Mudanças Climáticas, sendo o financiamento citado como a barreira mais comum à implementação (24 de 43 entrevistados).

3. As conclusões das Avaliações de Vulnerabilidade e Adaptação para a Saúde estão influenciando e priorizando políticas públicas.

Quarenta e oito países (48 em 101) relataram ter realizado uma Avaliação de Vulnerabilidade e Adaptação para a Saúde. Quase dois terços desses países indicaram que os resultados das avaliações estão sendo usados ​​para as políticas e para o Planejamento Nacional de Saúde. No entanto, os resultados estão tendo um impacto mais limitado na alocação financeira e de recursos humanos.

 

4. As barreiras de acesso ao financiamento internacional do clima para adaptação e mitigação da saúde persistem.

Dos 46 países que relataram desafios enfrentados no acesso ao financiamento climático internacional para a saúde, os três principais citados foram: falta de informações sobre oportunidades, falta de conexão dos atores da saúde com os processos de mudança climática e falta de capacidade de preparação de propostas nacionais.

 

5. A colaboração multissetorial nas políticas de saúde e mudança climática é evidente, mas o progresso nessa área parece desigual entre os setores.

A colaboração em políticas de saúde e clima foi maior entre o setor de saúde e o setor de água, saneamento e águas residuais (45 em 101 entrevistados), seguido pela agricultura (31 em 101 entrevistados) e serviços sociais (26 em 101 entrevistados).

Um quarto ou menos dos países relatou ter um acordo em vigor entre o setor de saúde e os setores de transporte, geração de eletricidade ou energia doméstica.

 

Muitas oportunidades de ação junto aos governos para impulsionar o desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde e das mudanças climáticas. 

Vamos agir?