Precificação de Carbono: um bom negócio

Conferência Ethos 20 anos dialoga sobre benefícios ambientais e para as empresas que estão atentas a essa necessidade

Um total de 195 países signatários do Acordo de Paris, se comprometeram durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), com a migração mundial para uma indústria de baixo carbono.

Nossa coordenadora de projetos de carbono e conservação, Ana Moeri, estará presente na Conferência Ethos, hoje, para participar do painel "OAmadurecimento da Precificação de Carbono no Brasil”, viabilizado pela Shell, que irá contar também com a presença de Guarany Osório, coordenador do Programa Política e Economia Ambiental do FGVces.

Juntos, irão dialogar sobre a agenda de precificação de carbono no Brasil, trazendo à tona iniciativas desenvolvidas por diferentes setores e sobre como estudos, simulações, diálogos e a promoção de estratégias ajudam empresas a se anteciparem a cenários regulatórios e impulsionar negócios resilientes às mudanças climáticas e à uma economia mais limpa. 

Aproximadamente 40 regiões no mundo já precificaram o carbono e têm um mercado operante, como a costa oeste dos Estados Unidos até Quebec, Canadá, 14 lugares na China e também Austrália e Nova Zelândia.

Na prática, esses países estimulam o mercado, através de benefícios para quem consome produtos com baixo carbono ou via taxação para indústrias que não cumprem determinadas metas.

Como não há um marco regulatório, cada país tem implementado sistemas de forma a ajustar e/ou criar regras para alcançar a meta. As empresas atentas a essa agenda têm muito a se beneficiar.

Segundo, Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e membro do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), em entrevista à revista Época Negócios, “o mundo precisará cada vez mais de madeira e de crédito de carbono", acredita e ainda completa: “Nós somos o país com o maior potencial para entregar tudo isso”. A madeira é uma das alternativas para a substituição de combustível de origem fóssil por energia limpa.

O que Carvalhaes defende é que parte da produção já pode ser realizada com combustíveis menos poluentes. “Quando a indústria faz essa migração - de trocar diesel por lignina, por exemplo -, o impacto no meio ambiente diminui. Esse ganho, esse saldo pode ser precificado e negociado. Pense no pequeno produtor rural. Se ele faz bom uso do solo, dos recursos hídricos, ele capturou carbono. Esse cara precisa ser compensado”, disse a executiva.

Um ponto de vista que poderá ser dialogado na Conferência Ethos em São Paulo, no dia 25 de setembro, às 15 horas.

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